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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Atalhos

Se ainda eu chorar, que sejam lágrimas de contentamento. Se houver dúvidas, que sejam substituídas por pelo menos uma certeza. Se tiver alegria, que seja concreta. Se por teimosia, aparecerem mágoas, que sejam substituídas por experiências Se por deslize eu me perder em atalhos, que eu encontre a trilha para voltar. Se as fantasias me fizerem perder a realidade, que me clareie a visão. Se o feixe me for pesado nos ombros, que eu encontre bancos para descansar. Se as metas forem absurdas, que a coragem seja maior. Se a fé for pequena, que a montanha para transportar seja menor ainda Se o trabalho for árduo, que a força da mente e do corpo supere Se eu encontrar gigantes, que eu não me intimide Se me faltar fôlego, que venham sopros extras Se me faltar à ternura, que não me falte a sensibilidade Se eu me desiludir, que não me falte sonhos Se a estrada for longa, que o sapato seja macio Se vier a chuva, que eu encontre abrigo Se o sol for muito quente, que eu encontre sombras Se eu não suportar, que eu tenha uma mão pra me ajudar Se houver pedras, que sejam pequenas para eu poder retirar Se aparecer saudades, que eu possa matar Se eu ficar confusa, que me venha o esclarecimento Se eu falar, que seja o suficiente Se eu sentir solidão, que a música me faça companhia Se eu não tiver aprendido, que eu tenha uma segunda oportunidade E se tudo isso for muito difícil, que eu pelo menos continue acreditando no amor.

Coisas que você não pode...

Você não pode deixar de acreditar nas pessoas, porque pelo menos uma delas no seu caminho será verdadeira. Não pode chorar por alguma coisa que não tem mais jeito, perdendo assim a oportunidade de sorrir de tantas outras. Desconsiderar o que você não tem, porque muito têm ainda menos que você Acordar reclamando do trabalho a fazer, existe outros que não se importam com as horas porque não possuem trabalho. Questionar o amor que se foi, mas lembrar que a você foi dado a oportunidade para amar. Ter medo de enfrentar os problemas. Eles não irão embora a não ser que os enfrente. Esquecer os sonhos. Eles representam combustível para a vida. Deixar de fazer projetos. Sem planos nada acontece. Esquecer de demonstrar afeto porque alguém não fez isso. Repetir os velhos erros, quando existem novas experiências para viver. Guardar mágoas das pessoas. Se for pra guardar, que sejam bons sentimentos. Deixar de cuidar de si mesma. Ninguém o fará por você. Não acreditar na força interior. Sem determinação, não se vence as batalhas. Não acumular bons sentimentos. Se eles não resolvem as coisas, pelo menos torna a gente melhor. Evitar dizer sim quando for preciso e não quando for necessário. Não respeitar o próximo para ser respeitado Não tentar várias vezes. Não fazer uma bonita história de vida. Não deixar memórias e motivos para ser lembrando.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SEJA SIMPLESMENTE VOCÊ


Muitas vezes abrir mão da eternidade, leva-nos, inevitavelmente, ao sofrimento.
Entretanto é melhor sentir dor, amor, frustração, ternura, decepção, carinho e cumplicidade, do que passar uma eternidade inteira, sem tê-los.
Hoje decidi fazer algo novo.
Decidi ouvir o som, abafado, do meu sussurro
e entender que algumas coisas são inexplicáveis
e permanecerão, para sempre, imutáveis.
Meu coração rendeu-se ao silêncio
e pude perceber que há, também, muitas outras coisas
que podem ser lançadas no mar do esquecimento,
e, essa atitude, mudar, definitivamente...
a história da minha vida.
Olhei-me atentamente, pela primeira vez
e vi-me como, realmente, sou...
Olhei-me sem hipocrisia...
sem máscaras...
sem desculpas...
desnudei-me de mim mesma...
Meu coração guiou-me a um encontro
com a minha humanidade!
Pude perceber que tornar-me humana
significa reconhecer que não sou perfeita,
que não sou passiva de errar
que não preciso de todas as respostas.
Percebi que tenho deficiências,
áreas de sombra...
desejos ocultos...
fraquezas que não podem ser confessadas.
Rasguei-me, por dentro, ao confrontar-me com minha humanidade.
Percebi que viver no contexto da eternidade
significa considerar-se infalível,
ser cheio de arrogância,
achar-se acima do bem e do mal,
julgar as pessoas por suas falhas...
não ser compassivo...
chegar ao extremo na busca pela perfeição.
Que alto preço a se pagar!
Entretanto, não abro mão mais da minha humanidade.
Cometerei erros, terei decepções, sofrerei,
mas, também serei mais tolerante, menos arrogante...
mais compreensiva...
e saberei amar, de uma maneira plena,
livre de pré - conceitos e preconceitos...
Essa será minha eterna busca:
Morrer para mim mesma, e renascer, mais humana, a cada novo dia!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Busque Amor novas artes, novo engenho


Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.
Luís Vaz de Camões

Nem tudo é fácil



É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

Enfim 30 ...


É… 30 anos. São 3 décadas. 10 + 10 + 10. Quase 11 000 dias!

E parece que eu tinha 8 há pouquíssimo tempo. Lembro dos meus 18 como se fossem há menos de 2 anos. Como assim? Fiz 25 ontem mesmo!!

Chegou! Uma mulher de meia idade, como dizem. Balzaquiano. Hora em que começam as famosas crises…

Não. Comigo, nenhuma crise. Até porque, se falo que tenho 22 anos, todos acreditam. Se falar que tenho 30, muitos duvidarão. Bom? Ruim? Não sei mesmo.

Vivi 30 anos. Geração 80. Infância muito legal nos anos 80. E a adolescência nos anos 90? Novas descobertas, novas paixões! o rock, o sexo e a cerveja. e o Malibu, é claro! Pude ver e presenciar uma passagem de século! E de milênio! Depois a vida adulta. (ou uma adolescência que se prolongou mais do que devia). Outras descobertas, outras paixões! A Física, a Astronomia, o carro, as viagens… Responsabilidade. Isso eu sempre tive, modéstia a parte. Com ela, vieram trabalho, , doença… Não!

Minha vida, até aqui, nunca foi muito agitada. Às vezes, penso que foi muito monótona. Devia ter me divertido mais. Queria ter me divertido mais. Ou como diz a música dos Titãs: “Devia ter amado mais, Ter chorado mais, Ter visto o sol nascer… Devia ter arriscado mais, E até errado mais, Ter feito o que eu queria fazer…”. Teria sido culpa minha? Do meu pai? De Deus? Das circunstâncias?

Enfim, só agora a gente percebe o quanto a vida é curta. E passa rápido. E como é bom viver. Digo isso, porque, até pouco tempo atrás, pensava exatamente o contrário. Queria por fim a minha vida. Pensava: continuar vivendo pra que? Vamos encurtar isso de uma vez!

Graças a Deus, aquilo passou. Não. Não me converti a nenhuma religião! Sou o mesmo de sempre. Mas a febre passou. Todos passam por dificuldades. Ainda mais em 30 anos de vida. Saber superá-las não é fácil. Mas é possível. Hoje, penso que vivi o que vivi porque era pra viver assim. E foi uma vida ótima. Com altos e baixos. Quando digo que quero mais 20 anos, é por que quero a partir de agora, viver o que não vivi, e o que já vivi novamente!! Preciso de tempo. Mas não me preocuparei com ele. Quero viver e viver.

Poucas vezes, disse que sou um cara feliz. Porque realmente não era. Eu podia estar feliz, mas não era. Agora, tenho certeza que sou um cara feliz. Posso até não estar, mas sou e tentarei ser sempre!

O que escrevi aqui, pode estar bonito, confuso, melancólico, otimista, clichê, poético, dramático, sei lá… Mas saiu de uma vez, e do jeito que queria expressar, pra eternizar este momento histórico, enfim, só se faz 30 anos uma vez na vida. E quero que todos saibam…

Sou D@NYL@, tenho 30 e quero viver… MAIS.

Háaaa!! Muito disso eu aprendi com o Ferris Bueller, um ídolo cult que, certa vez, disse: “A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la de vez em quando, ela passa e você nem vê!”

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Deixe a raiva secar ...


Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.
Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
"Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo?
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.
Mas a mãe, com muito carinho ponderou:
"Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra o que a vovó falou?
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro..
Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha..
Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei.
Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.
Espero que você não fique com raiva de mim.
Não foi minha culpa."
"Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou."
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Nunca tome qualquer atitude com raiva.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.
Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.
Diante de uma situação difícil. Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar.